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II Encontro Nacional de Acessibilidade Cultural | IV Seminário Nacional de Acessibilidade em Ambientes Culturais

Com o objetivo de fortalecer a Rede de Articulação, Fomento e Formação em Acessibilidade Cultural para pessoas com deficiência, será realizado pela parceria do MinC com a UFRJ, UFRGS, UFRN e a ONG Mais Diferenças o II Encontro Nacional de Acessibilidade Cultural e o IV Seminário Nacional em Ambientes Culturais.

As atividades ocorrerão entre os dia 21 a 24 de maio, junto à Teia da Diversidade – Encontro Nacional dos Pontos de Cultura | Programa Cultura Viva, na cidade de Natal. http://culturadigital.br/teiadadiversidade/

Teia Cultural e Acessibilidade, Natal-RN, em maio de 2014.

Teia Cultural e Acessibilidade, Natal-RN, em maio de 2014.

Entre os temas, destacam-se:
• Políticas Públicas Culturais Inclusivas e Acessíveis: Diretrizes e Cenários;
• Políticas Públicas Culturais Inclusivas e Acessíveis: um panorama das Ações e Programas;
• Desafios da Política de Acessibilidade Cultural para pessoas com deficiência no Plano Nacional de Cultura e no Plano Viver sem Limites II;
• Audiovisual e Acessibilidade;
• O papel das Universidades na Formação, Pesquisa e Articulação em Políticas Públicas de Acessibilidade;
• Cultura Acessível sob a ótica de Artistas e Produtores Culturais com
deficiência.

As inscrições devem ser feitas preenchendo a ficha no link abaixo e enviando para o email: inscricao.acessibilidade@gmail.com
2014_Ficha de Inscrição

A Programação pode ser baixada pelo link abaixo.
Acessibilidade_Programação

PROGRAMAÇÃO
21/05, quarta-feira
Local: Auditório da Reitoria – UFRN
Recursos de Acessibilidade: Estenotipia, Audiodescrição, LIBRAS

8h30 às 8h45
Apresentação Cultural

9h às 10h30
Mesa de Abertura

11h às 12h
Mesa: Políticas Públicas Culturais Inclusivas e Acessíveis: Diretrizes e Cenários
● Américo Córdula – Secretário de Politicas Culturais – Ministério da Cultura
● Antônio José Ferreira – Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Coordenação: Patricia Dorneles – UFRJ

14h às 15h
Mesa: Políticas Públicas Culturais Inclusivas e Acessíveis: um panorama das Ações e Programas
● Márcia Rollemberg – Secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural – MinC
● Elisa Machado – Coordenadora do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas da Fundação Biblioteca Nacional – Ministério da Cultura
Coordenação: Jefferson Fernandes – UFRN

22/05, quinta-feira
Local: Auditório da Reitoria – UFRN
Recursos de Acessibilidade: Estenotipia, Audiodescrição, LIBRAS

14h às 16h
Mesa: Desafios da Política de Acessibilidade Cultural para pessoas com deficiência no Plano Nacional de Cultura e no Plano Viver sem Limites II
● Raimundo Nonato – Conselho Nacional de Pessoas com Deficiência
● Renato Di Renzo – Grupo Tam Tam
● Carla Mauch – Coord. do IV SENAAC e Mais Diferenças
● Anderson Leão – Gira Dança e Ponto de Cultura Giratório
● Dilma Negreiros – Coordenadora do Ponto de Cultura CIEMH² Núcleo Cultural, Delegada da Conferência Nacional de Cultura e discente do curso de especialização em Acessibilidade Cultural da UFRJ
● Klístenes Braga – UECE
● Cláudia Werneck – Escola de Gente – RJ [A CONFIRMAR]
Coordenação: Márcia Rollemberg – SCDC/MinC

16h às 18h
Mesa: Audiovisual e Acessibilidade
● Tiago Maritan – UFPB
● Vera Lúcia Santiago Araújo – UECE
● Sara Mabel – UECE
● Pedro Berti – Mais Diferenças e Whatscine
● Osvaldo Emery – Ministério da Cultura
Coordenação: Jefferson Fernandes – UFRN

23/05, sexta-feira
Local: Auditório da Reitoria – UFRN
Recursos de Acessibilidade: Estenotipia, Audiodescrição, LIBRAS

8h30 às 10h30
Mesa: O Papel das Universidades na Formação, Pesquisa e articulação em Políticas Públicas de Acessibilidade
● Jeniffer Cuty – UFRGS
● Patricia Dorneles – UFRJ
● Jefferson Fernandes – UFRN
● Nara Salles – UFRN
● Catarina Shin – UFRN
Coordenacão: Pedro Berti – Mais Diferenças

10h45 às 12h
Roda de Conversa: Reflexões sobre os Trabalhos de Conclusão dos Alunos da Pós-graduação em Acessibilidade Cultural e organização das Ações da Rede de Articulação, Fomento e Formação em Acessibilidade Cultural
Mediação: Patricia Dorneles – UFRJ

24/05, sábado
Local: Auditório da Reitoria – UFRN
Recursos de Acessibilidade: Estenotipia, Audiodescrição, LIBRAS

8h30h às 10h30
Mesa: Cultura Acessível Sob Ótica de Artistas e Produtores Culturais com Deficiência
● Arnaldo Godoy – Diretor de Teatro – MG
● Leonardo Castilho – Educador e DJ – Museu de Arte Moderna – SP
● Willian Coelho [Billy Saga] – Rapper
● Felipe Monteiro – Performer – UFBA
● Elke Hiedel – UFRN
Coordenação: Carla Mauch – Mais Diferenças

10h45 às 12h
Roda de Conversa: Pontos de Cultura e experiências acessíveis e inclusivas
Mediação: MinC, UFRJ e Mais Diferenças

OFICINAS

23/05, sexta-feira

Corpo em Movimento: Conscientização Corporal e Teatro do Oprimido – 25 vagas
Nara Salles, Daniel Amorim e Claudio Rocha – UFRN
14h às 18h
Local: Sala A – DEART – UFRN

23 e 24/05, sexta-feira e sábado

Dança Contemporânea Contato e Improvisação – 30 vagas
Marcos Abranches e Rogério Ortiz – Vidança | SP
14h às 18h
Local: Sala 01 – DEART – UFRN

Audiodescrição e Artes Cênicas – 40 vagas
Andreza Nóbrega e Bruna Leão – UECE
14h às 18h
Local: Salas 12, 14 e 20 – DEART – UFRN

A Comunicação Corporal no Teatro – 30 vagas
Breno Moroni – Pontão de Cultura Guaiku | MS
14h às 18h
Local: Sala 18 – DEART – UFRN

Intervenções Urbanas pelos Direitos da Pessoa com Deficiência – 20 vagas
Billy Saga e Hugo Eiji – Mais Diferenças | SP
14h às 18h
Local: Auditório da SEDIS – UFRN

Audiodescrição e Audiovisual – 30 vagas
Klístenes Braga e Sara Mabel – UECE
14h às 18h
Local: Sala de Capacitação da SEDIS – UFRN

Introducão à Musicografia Braille – 16 vagas
Catarina Shin – UFRN
14h às 18h
Local: Laboratório de Música e Computação – EMUFRN

Sinais na Arte – 30 vagas
Leonardo Castilho e Daina Leyton – MAM | SP
14h às 18h
Local: Auditório do NEI – UFRN

 

FONTE:  Acessibilidade Cultural | ou | http://culturadigital.br/teiadadiversidade/ii-encontro-nacional-de-acessibilidade-cultural-e-iv-seminario-nacional-de-acessibilidade-em-ambientes-culturais/

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Seminários do Livro Branco da Tecnologia Assistiva no Brasil: Desafios e Propostas

Data: 10 e 11 de junho de 2013.

Local: Novotel São Paulo Jaraguá Conventions – Rua Martins Fontes, 71, Centro, São Paulo.

Origem e contexto:

A realização dos Seminários Nacional e Regionais do Livro Branco da Tecnologia Assistiva no Brasil: Desafios e Propostas constitui uma das iniciativas da política pública em Tecnologia Assistiva (TA) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), através da Secretaria da Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (SECIS). Estes seminários fazem parte das ações previstas na Encomenda de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologia Assistiva (TA), CNPq n. 55.0974/2011-3, solicitada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social (SECIS) e realizada em parceria com o Instituto de Tecnologia Social (ITS BRASIL). Os Seminários têm por finalidade contribuir com subsídios e embasamento para a elaboração do Livro Branco de Tecnologia Assistiva no Brasil, que deverá sinalizar os principais desafios a serem enfrentados no âmbito da TA no Brasil nos próximos anos, assim como apontar propostas para superação desses desafios.

 

Objetivos:

  • Refletir sobre a situação atual da oferta e demanda dos produtos e serviços de TA no Brasil;
  • Elencar os principais problemas e desafios de TA, a serem superados;
  • Identificar as principais estratégias e recomendações para superação desses desafios;
  • Consolidar informações que subsidiem a elaboração do Livro Branco de TA no Brasil.

 

Questões norteadoras:

  • Quais são os principais problemas ou desafios a serem superados pela TA no Brasil?
  • Quais as sugestões/propostas para solucioná-los?

 

PROGRAMAÇÃO

 

10 de junho de 2013

Seminário Nacional

7:30h – 8:00h – Credenciamento e entrega de material (Saguão)

8:00h – 10:45h Mesa 1

 

  • Marisa Gazoti Cavalcante de Lima, Presidente do ITS BRASIL – Instituto de Tecnologia Social: Boas vindas e acolhida.
  • Oswaldo Baptista Duarte Filho, Secretário Nacional de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social: Abertura.
  • Antônio José Ferreira, Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência: Desafios e propostas em TA no âmbito do Programa Viver sem Limite.
  • Vera Mendes, Coordenadora da Área Técnica do Ministério da Saúde: Desafios e propostas em TA no âmbito da política pública de saúde.
  • Martinha Clarete Dutra dos Santos, Diretora de Políticas Educacionais Especiais do MEC: Desafios e propostas em TA no âmbito da política pública de educação.
  • Respostas dos palestrantes às questões dirigidas à mesa.

10:45h – 11:15h: Coffee Break

 

11:15h – 13:00h – MESA 2

  • Victor Pellegrini Mammana, Diretor do CTI Renato Archer e do Centro  Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA): Desafios e propostas em TA no âmbito da política pública de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).
  • Yuri Rafael Della Giustina, Diretor do Departamento de Políticas de Acessibilidade de Planejamento Urbano: Desafios e propostas em TA no âmbito da política pública de Acessibilidade e Planejamento Urbano.
  • Rodrigo Rosso, Presidente da Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência (ABRIDEF): Desafios e propostas no âmbito da fabricação e comercialização de TA.
  • Rodrigo Pinheiro Vilela, da Associação Amigos Metroviários dos Excepcionais (AME): Desafios e propostas em TA no âmbito da adaptação dos postos de trabalho para pessoas com deficiência.
  • Respostas dos palestrantes às questões dirigidas à mesa.

13:00h às 14:30h – Almoço no restaurante do hotel

Seminários Regionais

14:30h às 16:30h

11 de junho de 2013

08:00h às 12:00h

Plenária: Exposição dos trabalhos realizados nos seminários regionais.

*** Os seminários serão transmitidos ao vivo – http://www.assistiva.org.br/aovivo

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Prática de remo melhora vida de atletas com deficiência

Publicado em 10.11.2010, Jornal do Campus, por Denise Eloy

Raia da USP reúne professores e praticantes de esporte com o objetivo de inclusão social e melhoria da saúde física e psicológica

Atletas e praticantes de esporte que possuem algum tipo de deficiência enfrentam dificuldades diversas, mas acreditam que as atividades físicas possibilitam melhoria na qualidade de vida e um momento ideal para su perar seus limites. A raia olímpica da USP reúne muitos desses esportistas, que treinam remo em diferentes períodos.

César ajuda as meninas com o barco para começar o treino de remo (foto: Denise Eloy)César ajuda as meninas com o barco para começar o treino de remo (foto: Denise Eloy)

O Cepeusp possui uma turma dessa modalidade, comandada pelo profes sor José Carlos Simon Farah, que treina às terças e quintas-feiras e conta com cerca de 25 alunos. Dois deles são irmãos, esquizofrênicos, que já praticam remo há oito anos. Uma das propostas dessa turma é trabalhar a inclusão social nas práticas esportivas.

Alunos começam a aprender a remar no barco escola na USP (foto: Denise Eloy)Alunos começam a aprender a remar no barco escola na USP (foto: Denise Eloy)

César Augusto Silva é treinador do Clube de Regatas Bandeirante, que também utiliza a raia. “No remo todo mundo é igual”, ele comenta, já que as deficiências não são empecilho para a prática do esporte. Pós-graduado pela AACD (Associação de Assistência a Criança Deficiente), César traba lha com o remo adaptável desde 2008. Ele treina crianças e adolescentes que possuem deficiências visuais, mentais e físicas. O clube possui 22 alunos no remo adaptável e apoio do Comitê Paraolímpico através do Projeto Clube Escolar Paraolímpico. Ele diz que a proposta do remo adaptável é proporcionar, além da qualidade de vida, a prática voltada para a competição.

Dificuldade de acesso

De acordo com César, uma das principais dificuldades para os deficientes é o transporte. O acesso a veículos adaptados é difícil e, no caso do treino na raia da USP, esse problema é recorrente, devido à sua localização. Marília Andrade Papa, fisioterapeuta e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é especialista em Fisiologia do Exercício e comenta: “São menos lugares adaptados para recebê-los, a locomoção é mais dificultada, o transporte público é restrito”.

Os pais normalmente acompanham de perto a atividade e, no caso do remo, os praticantes conquistam uma independência considerável, entrando na água sozinhos. Caroline da Silva, de 14 anos, é deficiente física e rema há sete meses pelo Bandeirante. Ela também nada e pratica capoeira. Inclusive já ganhou medalhas em campeonatos regionais. Sua mãe, Simone da Silva, comenta: “Quando ela chegou aqui pela primeira vez, ela disse ‘daqui eu não saio’”. Kaio César de Sousa tem uma rotina semelhante. Começou a frequentar o remo agora e está praticando no barco escola, uma simulação da atividade para os iniciantes. A mãe, Geralda Sousa, conta que ele sofreu uma paralisia cerebral provocada por falta de oxigenação no parto.

Melhorias na saúde

Segundo Marília, a porcentagem da população brasileira que tem algum tipo de deficiência chega a 14,5%. Ela conta que atividades físicas promovem uma série de adaptações nos sistemas muscular, cardiovascular e circula tório. “Estas adaptações podem ser extremamente benéficas para a reabilitação de portadores de deficiência”. Além da melhoria física, Marília lembra dos ganhos psico lógicos proporcionados pelo esporte, como o pertencimento a um grupo, a independência alcançada por meio da aquisição de novas habilidades e a melhoria da autoestima.

Fonte: http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2010/11/remo-melhora-vida-de-atletas-com-deficiencia/

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Estamos de luto: parada cardíaca mata pedagoga Dorina Nowill

Morreu ontem (29.08), aos 91 anos, vítima de uma parada cardíaca, a pedagoga Dorina de Gouvêa Nowill. Ela estava internada havia 15 dias por causa de uma infecção.

Cega desde os 17 anos em decorrência de uma infecção ocular, Dorina criou em 1946 a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, para produzir e distribuir livros em braille para que deficientes visuais como ela pudessem estudar.

Em 1991, a fundação ganhou o seu nome. Casada havia 60 anos com o advogado Edward Hubert Alexander Nowill -que conheceu nos EUA-, ela deixa cinco filhos, 12 netos e três bisnetos.

Segundo sua neta Martha Nowill, 29, o enterro será hoje no cemitério da Consolação (região central de São Paulo). O velório acontecerá a partir das 8h e se estenderá até as 16h na sede da fundação, na Vila Clementino.

Martha disse que ela estava consciente anteontem, quando a viu pela última vez -tinha, porém, dificuldade para falar. “Ela disse que estava em paz”, afirmou.

História

Nascida em São Paulo em 1919, Dorina contou à Folha no ano passado, ao completar 90 anos, que a última imagem que viu na vida foi em 1936: uma fotografia de um navio do álbum de viagem de uma amiga da mãe, que retornava da Europa.

Apesar das dificuldades para continuar estudando naquela época, em que a leitura braille não era difundida no Brasil, Dorina foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular, na Escola Normal Caetano de Campos.

De 1961 a 1973, dirigiu a Campanha Nacional de Educação de Cegos do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em sua gestão foram criados os serviços de educação de cegos em todas as unidades da federação.

Especializada em educação de cegos pelo Teacher”s College da Universidade de Columbia, em Nova York, Dorina conseguiu que em 1948 sua fundação recebesse da Kellog’s Foundation e da American Foundation for Overseas Blind uma imprensa braille completa.

Desde então, o instituto se tornou uma referência mundial na inclusão social de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão.

A neta Martha fez várias entrevistas com a avó para o roteiro de um filme sobre sua vida. A jovem deverá interpretar o papel da avó.

“Embora feliz com a ideia, ela sempre se perguntava se alguém teria interesse em ver um filme sobre sua vida.”

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/790873-parada-cardiaca-mata-pedagoga-dorina-nowill.shtml

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Como o IBGE investigará a deficiência no Censo 2010?

Prezado Senhor Edison, editor da Rita!

Agradecemos pelo contato e informamos que seguem abaixo esclarecimentos à respeito dos questionários a serem utilizados na pesquisa:

“O Censo investiga temas para domicílios e moradores. Acerca dos domicílios, temos, por exemplo: iluminação, abastecimento de água, saneamento, existência de computador com acesso a Internet etc. Já os moradores são questionados acerca de escolaridade, trabalho e rendimento, idade, cor/raça, deficiência etc. Para conhecer todas as variáveis investigadas, os questionários do Censo estão disponibilizados no site do Censo no portal do IBGE na Internet (www.censo2010.ibge.gov.br).

Como o IBGE investiga a deficiência no Censo? De forma autodeclaratória. Você encontrará abaixo as definições que englobam o tema deficiência.

http://www.censo2010.ibge.gov.br/download/questionarios/censo2010_amostra.pdf

Deficiência – Foram investigadas: deficiência mental permanente, deficiência física permanente (tetraplegia, paraplegia, hemiplegia, falta de membro ou de parte dele), deficiência auditiva, visual e motora.

Deficiência auditiva – Incapacidade auditiva (mesmo com o uso de aparelho auditivo, se a pessoa usá-lo) dividida em: Incapaz de ouvir (pessoa se declara totalmente surda), Grande dificuldade permanente de ouvir (pessoa declara ter grande dificuldade permanente de ouvir, ainda que usando aparelho auditivo) ou Alguma dificuldade permanente de ouvir (pessoa declara ter alguma dificuldade permanente de ouvir, ainda que usando aparelho auditivo).

Deficiência física – Foram consideradas deficiências físicas a Tetraplegia (paralisia permanente total de ambos os braços e pernas), Paraplegia (paralisia permanente das pernas), Hemiplegia (paralisia permanente de um dos lados do corpo) ou Falta de membro ou de parte dele (falta de perna, braço, mão, pé ou do dedo polegar ou a falta de parte da perna ou braço).

Deficiência mental permanente – Retardamento mental resultante de lesão ou síndrome irreversível, que se caracteriza por dificuldades ou limitações intelectuais associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: comunicação, cuidado pessoal, autodeterminação, cuidados com saúde e segurança, aprendizagem, lazer, trabalho etc. Não foram consideradas deficiências mentais perturbações como autismo, neurose, esquizofrenia e psicose.

Deficiência motora – Incapacidade motora (mesmo com o uso de prótese, bengala, ou aparelho auxiliar, se a pessoa usá-los) dividida em: Incapaz de caminhar ou subir escadas (pessoa se declara incapaz de caminhar ou subir escadas sem ajuda de outra pessoa, por deficiência motora), Grande dificuldade permanente de caminhar ou subir escadas (pessoa declara ter grande dificuldade permanente de caminhar ou subir escadas sem ajuda de outra pessoa, ainda que usando prótese, bengala ou aparelho auxiliar) ou Alguma dificuldade permanente de caminhar ou subir escadas (pessoa declara ter alguma dificuldade permanente de caminhar ou subir escadas sem ajuda de outra pessoa, ainda que usando prótese, bengala ou aparelho auxiliar).

Deficiência visual – Incapacidade visual (mesmo com o uso de óculos ou lentes de contato, se a pessoa usá-los) dividida em: Incapaz de enxergar (pessoa se declara totalmente cega), Grande dificuldade permanente de enxergar (pessoa declara ter grande dificuldade permanente de enxergar, ainda que usando óculos ou lentes de contato); ou Alguma dificuldade permanente de enxergar (pessoa declara ter alguma dificuldade de enxergar, ainda que usando óculos ou lentes de contato).

Colocamo-nos à disposição.

Atenciosamente,

Censo 2010

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Cinema para pessoas com deficiência visual

Sessão de cinema para pessoas com deficiência visual mexe com a imaginação dos que não podem enxergar.
Segundo aponta a reportagem, o roteiro da vida de quem perdeu a visão pode ser muito rico em experiências e emoções.
Alguns brasileiros viveram neste sábado uma experiência rara. Uma sessão de cinema capaz de levar todo o encanto de uma história para quem não consegue enxergar.
Desperta sensações, provoca a imaginação e faz o espectador mergulhar num universo de sonhos como mostra a repórter Graziela Azevedo.
O roteiro da vida de quem perdeu a visão pode ser muito rico em experiências e emoções.
“Eu fiz o magistério, psicologia e faço pós-graduação em psicanálise”, conta a professora Regina Célia.
E eles querem sempre mais, novas oportunidades e experiências.
“Meu sonho é entrar no cinema como você. Assistir e entender”, diz Abrão André.
Mas hoje a pipoca estava garantida e a compreensão do filme também. Num tipo de sessão ainda rara no Brasil o filme ganhou o recurso da audiodescrição.
Para dar a quem não enxerga a oportunidade de viver a experiência de um filme é preciso escrever mais um roteiro para a mesma história, um trabalho profissional capaz de ampliar ainda mais a grandeza do cinema.
“A descrição tem que ser feita inserida entre os diálogos para não sobrepor. A gente faz um estudo e monta um roteiro de audiodescrição. A gente tem que dar a descrição física dos personagens, o cenário, se é dia, se é noite”, conta Livia Mota.
E assim com tanta riqueza a ansiedade para conhecer a história de Chico Xavier era enorme.
E quando as luzes se apagaram a mágica aconteceu. A bela história de Chico Xavier, cheia de lutas, superações e amor estava toda lá. Cada um a seu modo, todos puderam ver.
“A gente vai completando na mente da gente, a imagem com o som”, diz uma mulher.
“A gente cria a nossa imagem. A gente cria o momento e completa o aproveitamento total”, conta um homem.

Fonte: Jornal Nacional, G1, Edição do dia 31/07/2010.
Assista ao vídeo – http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/07/sessao-de-cinema-para-cegos-mexe-com-imaginacao-dos-que-nao-podem-enxergar.html

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Restaurantes serão obrigados a ter cardápio em Braille

por Daniel Limas, da Reportagem do Vida Mais Livre

Quem nunca ficou com muita vontade de comer algo que tenha acabado de ver em uma revista, em um balcão de lanchonete ou no prato da mesa vizinha no restaurante? É o que chamamos de “comer com os olhos”. Comer é para muitos de nós um enorme prazer, mas para boa parte das pessoas com deficiência visual, ir para restaurantes, bares e lanchonetes é motivo de perder a fome.

Imagine superar todas as dificuldades para chegar a um restaurante, e ao sentar-se e pedir o cardápio em braille, o cliente ouve do garçom: “infelizmente, não temos.” Se esta cena acontecer em São PauloSite externo. e em muitas outras cidades brasileiras, este local pode ser denunciado e multado, pois há leis que determinam que restaurantes, bares, lanchonetes e hotéis devem disponibilizar cardápios em braille para pessoas com deficiência visual. Em São Paulo, esse direito é garantido pela Lei 12.363/97, que é regulamentada pelo Decreto Municipal nº 36.999/97.
Apesar de a legislação existir desde 1997 em São Paulo, encontrar cardápios nesta linguagem não é tarefa das mais fáceis. Mesmo não tendo deficiência visual, faça a experiência de pedir um. Regina Fátima Caldeira de Oliveira é deficiente visual e costuma fazer esse tipo de pedido. E também já se acostumou em receber respostas negativas à sua solicitação. “Embora haja leis que obriguem os estabelecimentos a disponibilizar cardápios em braille, ainda há muitos que não as cumprem”, relata.
Regina, que trabalha como coordenadora de Revisão da Fundação Dorina Nowill para CegosSite externo. e como coordenadora Geral do Conselho Ibero-Americano do Braille, ressalta ainda que a falta de cardápios especiais para pessoas com deficiência visual não é o único problema na hora de ir a um restaurante. “A maioria dos funcionários não está preparada para atender pessoas com deficiência visual. É muito comum encontrar garçons que se dirigem a nossos acompanhantes para saber o que desejamos comer ou beber. Outros, colocam pratos e copos à nossa frente sem nos informar disso, o que, muitas vezes, provoca situações constrangedoras. Esses são apenas alguns exemplos do despreparo do pessoal que trabalha nesses estabelecimentos”, desabafa.
Para amenizar estes problemas, Regina faz algumas recomendações: “o Sindicato dos Trabalhadores em Bares, Restaurantes e SimilaresSite externo. deveria procurar as instituições que atendem as pessoas com deficiência visual a fim de, juntamente com elas, organizar palestras destinadas à orientação dos funcionários desses estabelecimentos. As pessoas que pudessem assistir a essas palestras poderiam atuar como multiplicadores entre seus colegas. Essa prática seria bastante proveitosa, pois as pessoas cegas, certamente, iriam sempre nos locais com bom atendimento”, esclarece. Regina também fez questão de oferecer dicas que podem ajudar as pessoas com deficiência visual a contornar eventuais dificuldades em restaurantes, bares e lanchonetes:
  • Escolher bem o restaurante. Se for self-service, melhor ir acompanhado; se não, pergunte se há um funcionário que possa descrever os alimentos e onde eles estão.
  • Já na chegada, esclarecer ao funcionário (hostess, maitre ou garçom) que é deficiente visual.
  • Pedir para sentar na área de maior fluxo de garçons (para facilitar a solicitação dos serviços).
  • Cardápio em braille é lei – portanto, exija: se não houver, peça para o garçom ler os itens, os produtos e os preços.
  • É conveniente pedir a disposição dos alimentos (onde está cada alimento no prato).
  • Solicitar que certos alimentos, como carnes venham previamente cortados.
  • Na hora da conta, pedir para que o garçom leia item por item; nada disso é favor, mas sim obrigação do restaurante para com o cliente.
Como fazer um cardápio em Braille?

A CNTur (Confederação Nacional do Turismo)Site externo., entidade sindical de grau máximo que representa o setor no Brasil, e a ABRESI (Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo) Site externo.têm parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos para a produção, a preços mais acessíveis, de cardápios em formato braille ou tinta/braille, conforme estabelecido na legislação vigente.
A parceria também prevê treinamento e capacitação de funcionários dos estabelecimentos do segmento, workshops para empresas interessadas em contratar funcionários com deficiência visual e consultoria para adequação dos espaços. A CNTur e a ABRESI congregam cerca de 2 milhões de empresas, que geram aproximadamente 6 milhões de empregos no País.
Vale lembrar que a renda obtida com os cardápios em braille produzidos é totalmente revertida em prol das ações e programas que a instituição realiza há mais de 64 anos com o objetivo facilitar a inclusão social de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão.
Serviço: Cardápios braille
Fundação Dorina Nowill para Cegos – Captação de Recursos
Telefone: (11) 5087-0984
Bons exemplos

Pioneira no setor, a rede de lanchonetes McDonald’sSite externo. é um local que disponibiliza aos consumidores o cardápio em Braille desde 1989. Todos os 577 restaurantes espalhados pelo Brasil possuem um menu nesta linguagem, que traz o preço e descrição de cada produto.
Além destes locais, a Fundação Dorina Nowill indica, em São Paulo, uma série de outros restaurantes preparados para atender esse público. Confira, abaixo, as dicas:
  • Alimentari di Sergio Arno | Rua Pedroso Alvarenga, 545, Itaim Bibi, tel. 11 3167-5667
  • Almanara | R. Oscar Freire, 523, Cerqueira Cesar, tel. 11 3085-6916
  • Antiquarius | Al. Lorena, 1884, Jd. Paulista, tel. 11 3082-3015
  • Barbacoa | R. Dr. Renato Paes de Barros, 65, Itaim Bibi, tel. 11 3168-5522
  • O bar baro | R. Pequetita, 179A, Vila Olímpia, tel. 11 3842-6868
  • Black Dog | Al. Joaquim Eugênio de Lima, 612, Jd. Paulista, tel. 11 3881-8900
  • Congonhas Grill | Av. Washignton Luiz, s/n, 2o. andar, Vila Congonhas, tel. 11 2161-1175
  • Fasano | Hotel Fasano, R. Vitorio Fasano, 88, Cerqueira Cesar, tel. 11 3062-4000
  • Gelateria Stramondo | Shopping Central Plaza – Av. Dr. Francisco Mesquita, 1000 – Loja 01A e Quiosque, tel: 11 2063-9928 e Shopping Taboão – Rodovia Regis Bittencourt, Km 271,5 – Loja 201 e Quiosque, tel: 11 4135-1115
  • La Risotteria – Alesssandro Segato | Rua Pe. João Manuel, 1156, Cerqueira Cesar, tel. 3068-8605
  • The Fifties | R. Tabapuã, 1100, Itaim Bibi, tel. 3079-3019
  • Via Castelli | R. Martinico Prado, 341, Vila Buarque, tel. 3662-2999
  • Wraps | R. Horácio Lafer, 257, Itaim Bibi, tel. 3073-0071