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Boletim Tecnologia Assistiva, jan 2013

Estudantes criam sistema que ajuda cego a identificar qualidade da fruta.

 

Com o objetivo de proporcionar aos cegos o recurso de verificar a validade e qualidade das frutas, um grupo de alunos criou um aparelho portátil que emite aviso sonoro para identificar se a fruta ainda está verde ou (pronta para consumo em dois dias) ou passou do ponto.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006826-estudantes-criam-sistema-que-ajuda-cego-identificar-qualidade-da-fruta

 

Roupa utilizada por astronautas ajuda pacientes de Mato Grosso.

 

A roupa utilizada no tratamento possui colete, short, joelheira, tênis e elásticos que se alinham ao corpo para proporcionar um equilíbrio dos músculos agonistas, antagonistas e sinergistas, respeitando a biomecânica.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006824-roupa-utilizada-por-astronautas-ajuda-pacientes-de-mato-grosso

 

Designer projeta aplicativo guia de pontos turísticos, em Manaus.

 

Ferramenta é interativa e poderá ser usada em celulares e smartphones.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006827-designer-projeta-aplicativo-como-guia-de-pontos-turisticos-em-manaus

 

Cadeira de rodas pode ser comandada com piscar de olhos.

 

Ao contrário das cadeiras comuns, que só resolvem o problema da mobilidade, kit promove inclusão digital e aprendizagem.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006861-cadeira-de-rodas-pode-ser-comandada-com-piscar-de-olhos

 

Tecnologia de alto relevo para telas touch é demonstrada na CES 2013.

 

Anunciada em junho de 2012, a tecnologia que cria elevações na tela é uma das grandes promessas para esse ano.

http://www.assistiva.org.br/noticia/006845-tecnologia-de-alto-relevo-para-telas-touch-e-demonstrada-na-ces-2013

 

Caminho nem um pouco suave.

 

Cerca de 30 cadeirantes irão percorrer as calçadas de São Paulo e flagrar os obstáculos à mobilidade.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006828-caminho-nem-um-pouco-suave

 

Aplicativo para celulares lê código de barras e auxilia cegos nas compras.

 

Utilizando novas ferramentas tecnológicas, alunos do Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) criaram um aplicativo de celular que tem como objetivo auxiliar os deficientes visuais na hora de fazer compras.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006831-aplicativo-para-celulares-le-codigo-de-barras-e-auxilia-cegos-nas-compras

 

Jogo desenvolvido por alunos do ITA para celulares e tablets pretende auxiliar pessoas com dislexia.

 

A distribuição do jogo ocorrerá em janeiro de 2013 e o aplicativo será gratuito.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006906-alunos-do-ita-criam-aplicativo-para-pessoas-com-dislexia

 

Jogo Fifa 13 recebe prémio de acessibilidade da AbleGamers.

 

O jogo da EA Sports foi elogiado por ter controles personalizáveis, alto contraste nas cores, referências visuais e, melhor de tudo, a possibilidade de você jogar usando apenas o mouse.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006832-jogo-fifa13-recebe-premio-de-acessibilidade-da-ablegamers

 

5 aplicativos para estudantes com deficiência.

Embora a inclusão e a acessibilidade sejam prioridades na educação atual, ainda é difícil encontrar práticas realmente inclusivas para estudantes com deficiências, sejam elas cognitivas ou motoras.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006909-5-aplicativos-para-estudantes-com-deficiencia

 

Anatel abre consulta pública para promoção de acessibilidade nos serviços de telefonia fixa.

 

Até o dia 25 de janeiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está com consulta pública sobre promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência visual aos serviços de telefonia fixa.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006905-anatel-abre-consulta-publica-para-promocao-de-acessibilidade-nos-servicos-de

 

Isenção do ICMS em carro novo para pessoas com deficiência: ampliação deste direito.

 

Os benefícios e incentivos fiscais, que representam instrumentos de ação econômica e social, são alcançados, entre outros, por meio de imunidades, que estão previstas na Constituição Federal, ou de isenções, descritas em legislações infraconstitucionais.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006454-isencao-do-icms-em-carro-novo-para-pessoas-com-deficiencia-ampliacao

 

Edital do Concurso de Seleção: Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural.

 

A Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Ministério da Cultura em cumprimento ao Acordo de Cooperação, firmado em 17 de dezembro de 2010, estabelece e divulga as normas para a realização da seleção de candidatos para o Curso de Especialização em Acessibilidade Cultural.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006830-ufrj-oferece-curso-de-especializacao-em-acessibilidade-cultural

 

Justiça livra mulher de laqueadura forçada.

 

A Justiça de São Paulo decidiu liberar uma mulher de 27 anos, com deficiência intelectual, da obrigação de fazer laqueadura.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006823-justica-livra-mulher-de-laqueadura-forcada

 

História dos óculos.

 

Eles ajudaram a humanidade a evoluir.
http://www.assistiva.org.br/noticia/006825-historia-dos-oculos

 

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Você está recebendo o boletim quinzenal contendo informações sobre Tecnologia Assistiva. Este é mais um canal de comunicação do ITS Brasil.

Participe!

Envie sugestões e notícias da área de Tecnologia Assistiva para: vilma@itsbrasil.org.br.

O Boletim do Portal Nacional de Tecnologia Assistiva – http://assistiva.org.br – é um serviço prestado pelo ITS BRASIL – Instituto de Tecnologia Social – http://itsbrasil.org.br.

 

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4º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação no Anhembi

O evento acontece entre 15 e 17 de agosto. O objetivo deste 4º ano é discutir Deficiência & Desenvolvimento Sustentável

De 15 a 17 de agosto acontece em São Paulo, no Palácio das Convenções Anhembi, a 10ª Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia
para Reabilitação, Prevenção e Inclusão –
REABILITAÇÃO Feira e Fórum. O evento reunirá a indústria e os profissionais da área para uma grande troca de experiências e formulação de propostas para melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência. é uma importante iniciativa dedicada aos profissionais e empresas que atuam na reabilitação de pessoas com deficiência transitória ou definitiva e idosos.

A solenidade de abertura será no dia 15 de agosto, às 10h, e marca também a abertura dos eventos que integram o FÓRUM de REABILITAÇÃO:

 

– 4º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação.

– XXIII Congresso Brasileiro de Medicina Física e Reabilitação

– 6º Congresso de Reabilitação Profissional

–  II Seminário Internacional ABOTEC e ISPO-Brasil de Tecnologia em Órteses/Próteses Ortopédicas e Reabilitação

O 4º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação é realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. Este ano, o tema é “Deficiência & Desenvolvimento Sustentável”, em consonância com a Rio+20, encerrada recentemente. Busca quantificar o universo da deficiência, conhecer seus custos, seu papel e seu valor no contexto social.

Paralelamente, acontece a Exposição de Inovação Tecnológica, com apoio institucional do FORTEC – Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia, que seleciona e apresenta os melhores projetos de Tecnologia Assistiva desenvolvidos pelas principais universidades e centros de pesquisa do país.

Programação, inscrições, palestrantes e outras informações sobre o 4º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação:  http://4encontro.sedpcd.sp.gov.br/index.php

Para mais informações sobre o XXIII Congresso Brasileiro de Medicina Fisica e Reabilitação, visite o site www.fisiatria2012.com.br

Para visita à Feira e Fórum, solicita-se confirmar presença até 14 de agosto – com Tania Bouéri, e-mail: rsvp@hospitalar.com.br – fone (11) 3897.6166. Acesse: www.reabilitacao.com

Fonte: http://4encontro.sedpcd.sp.gov.br/index.php

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Um longo processo de rompimentos: as mudanças na vida de quem se tornou deficiente físico

INCLUSÃO

Premiado nos Estados Unidos, estudo realizado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) analisa as mudanças na vida de quem se tornou deficiente físico

JÚLIO BERNARDES
da Agência USP de Notícias

As mudanças na vida e na relação com a comunidade de pessoas que se tornaram deficientes físicas após serem vítimas de acidentes são descritas no trabalho de três pesquisadoras da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP.  O estudo aponta que a participação em projetos de esporte adaptado e o convívio com outros portadores de deficiência auxiliaram na reintegração à sociedade. A pesquisa acaba de ser premiada com uma menção honrosa pelo Centro para Reconstrução de Comunidades Sustentáveis Após Desastres da Universidade de Massachusetts, em Boston, nos Estados Unidos.
De acordo com a professora Michele Schultz Ramos de Andrade, da EACH, que orientou a pesquisa, a ideia inicial era a de tentar identificar se algumas políticas de acessibilidade chegavam efetivamente aos portadores de deficiência física. “Durante a elaboração do ensaio, no entanto, considerou-se a perspectiva do desastre e procurou-se discutir aspectos da relação da pessoa com deficiência com a comunidade”, observa.
As pesquisadoras realizaram entrevistas semiestruturadas com portadores de deficiências físicas que tinham como ponto de partida duas perguntas: “Como foi o momento em que você se tornou portador de deficiência? Se você pudesse mudar alguma coisa na comunidade, o que seria?”.  A professora aponta que “a transição é um processo demorado, repleto de rompimentos individuais e sociais. A dependência e a compaixão do outro foram pontos comuns nas entrevistas”.
No estudo, os entrevistados relataram que inicialmente tinham total dependência para a realização das atividades cotidianas, tais como a higiene pessoal. “Após o período de reabilitação, o processo de independência começou a ser adquirido”, conta Michele. Outro aspecto comum entre os entrevistados foi que todos estão inseridos em projetos de esporte adaptado. “Nos relatos, ficou clara a relação da participação nos projetos e aquisição de independência.”

Apoio

Os relatos dos entrevistados mostram que houve apoio dos familiares, embora alguns trechos indiquem negação e revolta. “Ficou evidente que o maior apoio encontrado foi quando eles tiveram oportunidade de convívio com pessoas que também possuíam alguma deficiência”, afirma a professora da EACH.
Michele explica que a pesquisa traz a possibilidade de cada pessoa refletir sobre a sua contribuição no meio em que vive. “A compreensão do processo iniciado a partir do desastre é essencial para essa tarefa”, ressalta. Outra conclusão destacada pela professora é que o papel do Estado na reconstrução de uma comunidade sustentável é de suma importância. “Ao mesmo tempo, viu-se também que o desastre passa pela própria pessoa que o sofre, pela família, pela comunidade ao redor, chega ao Estado e atinge proporções ainda maiores”, e nesse contexto “o cenário atual de inclusão ainda pode ser questionado.”
O estudo aponta que reconstruir uma comunidade sustentável não é tarefa simples que cabe a determinadas pessoas, órgãos estatais, nacionais ou supranacionais. “É tarefa conjunta de todos aqueles que a constituem e desfrutam de seu espaço que possibilita uma interação próxima com a pessoa que tem uma deficiência”, destaca a professora Michele.
O Centro para Reconstrução de Comunidades Sustentáveis Após Desastres concedeu menção honrosa ao trabalho durante a Conferência Internacional sobre Reconstrução de Comunidades Sustentáveis para Pessoas Idosas e Pessoas Com Deficiência após Desastres (Rebuilding Sustainable Communities with the Elderly and Disabled People after Disasters), na Universidade de Massachusetts (UMASS), em Boston (Estados Unidos), entre 12 e 15 de julho.
As autoras foram homenageadas e apresentaram o estudo em uma das sessões do evento. Além da professora Michele Schultz Ramos de Andrade, participaram da pesquisa as alunas de iniciação científica Alessandra Marques Sohn, do curso de graduação em Ciências da Atividade Física da EACH, e Giovanna Pereira Ottoni, ex-aluna de Ciências da Atividade Física e atual estudante da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.

Fonte: Jornal da USP, ano XXV, n. 897 – http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=10355